Brigava com a mãe, brigava com o pai e com toda familia.
Chegava na casa e brigava brigava brigava.
Se procupava, se frustrava e mais uma vez brigava.
Consolava-se nos braços da amante.
A amante brigava com a mãe, brigava com o pai e com toda familia.
Chegava na casa e brigava brigava brigava,
Se preocupava, se frustrava, arrancava os cabelos e mais uma vez brigava.
Consolava-se nos braços do amante.
Sairam de casa, mudaram pra outra casa, juntos, pra se consolarem.
Passaram os meses... brigaram, brigaram brigaram.
Fernanda Padulli
" O pouco que sobrou..."
"... tive vontade de sentar na calçada da rua augusta e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos"
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Desassossego.
No olho do furacão, era como sentia as vezes, com sua personalidade exgerada, inclusive no medo de estar ou não fazendo as coisas certas. Rolava na cama se preocupando com pessoas que nao deveria se preocupar tanto, ou se estava cuidando o bastante da saúde ou até mesmo na inércia que sentia em relação a algumas coisas... Tudo isso latejava, latejava, latejava na sua cabeça, tudo isso e muito mais detalhes que nem deveria dar tanta importância assim, um emaranhado de sentimentos desnecessários, mas que simplesmente nao poderia ignorar. Era o olho do furacão, o ápice, explodiria a qualquer momento. No fundo torcia pra que isso acontecesse o mais rápido possível e, assim nao teria outra escolha a nao ser mandar um foda-se bem grande pra essa consciência sempre politicamente correta que herdara. Porque isso é um conto as avessas, e também não precisa ser romântico nem sensível sempre.
terça-feira, 19 de julho de 2011
O Paraíso é Uma Questão Pessoal, de Richard Bach
Segundo os filósofos, aquilo em que um homem acredita, acaba sendo a sua realidade. Durante anos eu disse que não era mecânico e não era mecânico. Ao dizer que não sabia sequer distinguir uma ferramenta de outra, fechava-se as portas de um mundo de luz. Tinha de haver alguém para consertar os meus aviões para que eu pudesse voar.
Ai, comprei um louco e velho biplano, com um motor circular e demodê no focinho, e não demorei a descobrir que aquele motor, não ia tolerar um piloto que não soubesse nada sobre a personalidade de um Wright de 175 cavalos, ou algo sobre reparos em estruturas de madeira e tela encerada.
Foi assim que aconteceu a coisa mais estranha de toda a minha vida... mudei de maneira de pensar. Aprendi a mecânica dos aviões.
O que todo o mundo sabia há muito tempo, para mim foi como uma aventura. Por exemplo, um motor aberto e espalhado sobre uma bancada, é apenas uma coleção de peças de formas diferentes, apenas ferro frio. Não obstante, essas mesmas peças, reunidas e montadas numa fria fuselagem, transformam-se num novo ser, numa escultura acabada numa forma de arte digna de qualquer galeria. E, como nenhuma outra escultura na história da arte, o motor e a fuselagem criam vida da mão do piloto e unem a sua vida à dele. Separados, o ferro, a madeira, o pano e os homens estão presos ao solo. Juntos, podem se erguer no céu, explorar lugares onde nenhum de nós já esteve. Foi, para mim, uma surpresa aprender isso, pois sempre julgara que mecânica se resumia a metal partido e pragas em voz baixa.
Ai, comprei um louco e velho biplano, com um motor circular e demodê no focinho, e não demorei a descobrir que aquele motor, não ia tolerar um piloto que não soubesse nada sobre a personalidade de um Wright de 175 cavalos, ou algo sobre reparos em estruturas de madeira e tela encerada.
Foi assim que aconteceu a coisa mais estranha de toda a minha vida... mudei de maneira de pensar. Aprendi a mecânica dos aviões.
O que todo o mundo sabia há muito tempo, para mim foi como uma aventura. Por exemplo, um motor aberto e espalhado sobre uma bancada, é apenas uma coleção de peças de formas diferentes, apenas ferro frio. Não obstante, essas mesmas peças, reunidas e montadas numa fria fuselagem, transformam-se num novo ser, numa escultura acabada numa forma de arte digna de qualquer galeria. E, como nenhuma outra escultura na história da arte, o motor e a fuselagem criam vida da mão do piloto e unem a sua vida à dele. Separados, o ferro, a madeira, o pano e os homens estão presos ao solo. Juntos, podem se erguer no céu, explorar lugares onde nenhum de nós já esteve. Foi, para mim, uma surpresa aprender isso, pois sempre julgara que mecânica se resumia a metal partido e pragas em voz baixa.
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