segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Ser" vulnerável


Semana passada ao fazer um hemograma de rotina me deparei com um resultado inesperado, descobri que sofria de alteração da tireóide e conseqüentemente teria que tomar remédios pro resto da vida. Pra quem não sabe a tireóide uma glândula pequenininha que fica no pescoço e que produz um hormônio que é responsável pelo bom funcionamento do nosso organismo, no meu caso eu o produzo pouco, por isso terei que repor com remédio. 
Mas por que estou contando isso pra vocês? Porque esse resultado me deixou abaladíssima e por mais que ele seja simples e nada perto de tantos problemas grandes, posso dizer que mexeu comigo por vários motivos. Um desses motivos e, talvez o mais relevante seja o choque e a vulnerabilidade que sentimos quando nos deparamos com algo que não tenhamos controle, como é o caso em questão, e isso nos leva a refletir o quão insignificantes somos e quanto egoístas também.
Porque egoístas? É certo que o nosso problema sempre vai ser o maior problema, mesmo que nos digam que fulano tem isso ou cicrano tem aquilo. Eu por experiência própria posso dizer que fui egoísta quando fiz do meu problema o maior, pois presenciei uma amiga, da minha idade com câncer de mama e que encarou o problema com uma força incrível, por isso não aceito e não me permito fazer drama diante do meu probleminha.
A primeira coisa que vem a cabeça serei bem sincera, é o fato que vamos engordar e nisso a nossa auto-estima vai lá embaixo, por mais que seja ridícula essa forma de pensamento e totalmente egoísta, seria hipocrisia falar que não há preocupação com isso, e como não sou hipócrita admito que tive esse medo e que to trabalhando firmemente o meu psicológico. Até mesmo porque há outras preocupações em relação a isso e que são mais importantes que o fato de ganhar uns quilinhos...rs.
Por outro lado, fiquei animada em saber que meu probleminha (porque não gosto de usar a palavra doença) era só esse, e como não sou uma pessoa religiosa nem nada, agradeci aos céus, aos meus deuses e a toda força no qual acredito. Porque sim, sou um ser humano totalmente normal e clichê como qualquer outro.
Porque dividi isso com vocês? Porque às vezes somos são tão arrogantes, egoístas e mesquinhos, achamos que somos isso e aquilo, que somos donos da verdade. Importamos-nos com coisas bobas e damos valor a coisas mais bobas ainda. E aí nos deparamos com algo fora do nosso controle que pode ser sério ou não, e percebemos o tamanho da nossa insignificância nesse mundo.
Provavelmente você ta achando isso que to escrevendo um monte de besteiras e muito clichê e piegas, sim eu sei que é, mas enfim... A vida é boa, vamos aproveitar!!!! 


4 comentários:

Barthes disse...

Não conheço nenhum outro ser humano que não se ponha questões até filosóficas quando entra em questão algo referente,ainda que de forma longínqua,a longo prazo,à própria sobrevida...Somos tão ínfimos diante do universo que nos circunda.Mas a nossa arrogância e soberba sempre nos remete uma prepotente postura de,"Está tudo bem,no melhor dos mundos possíveis"como em "Cândido"de Voltaire.Ledo engano...O Millôr já escreveu que:"Cedo ou tarde,a última palavra será dada pelo coveiro".Me perdoe a abordagem mórbida.

vestit disse...

Eis que se apresenta, mais cedo ou mais tarde, a nossa fragilidade siante da vida.
Felizes daqueles que conseguem tirar algo de bom disso.
Adorei seu blog, estou te seguindo.
Bjos

Vestit Novias disse...

E nao nascemos e nem crescemos e nem vivemos para a morte.
A morte é a grande rival, a antagonia da vida.
Deveríamos, mas nunca estamos prontos para ela...
Adorei seu blog.
Bjoss

Claudio Partes disse...

Belo espaço, uma dessas portas da vida, que entramos sem se dar muito conta, e acabamos por descobrir um outro universo...
Parabéns.